este espaço pode ser meu

30 anos depois, Berlim ainda é um muro no estômago

Londres que me desculpe, mas Berlim passou a ser em 2019 a minha cidade europeia. Durante 5 dias encontrei dezenas de motivos para esta eleição. Talvez seja suficiente dizer que Berlim deslumbra como nenhuma outra nessa delicada conjugação entre passado e presente. Berlim respira história e modernidade a toda a hora, em qualquer lugar, em doses fortes e equilibradas. Tudo bate irritantemente certo, à boa maneira alemã. Não parece haver nada fora do sítio.
As largas ruas. O trânsito fluido. As gentes diversas e despreocupadas. A ilha dos museus. Os bairros sofisticados, repletos de comércio pujante e comida oriunda de todos os cantos do mundo. A eficiência da rede de transportes. A arquitectura moderna. A emocionante viagem às origens e repercussões da 2ª guerra mundial. Os memoriais. As harmoniosas e espaçosas zonas residenciais, devidamente planeadas para toda a comunidade. O prazer de andar a pé. Os parques. O estádio olímpico onde brilhou Jesse Owens. As galerias de arte. E tanto que ficou por ver, viver e sentir.

E aquela incrível e inusitada experiência airbnb que Valerie e Regina proporcionaram, mostrando e contando a visão extremamente pessoal do que foi viver dezenas de anos de cada lado do muro. O impacto sente-se a cada palavra, a cada gesto, a cada expressão.


Berlim nunca se vê em 5 dias. É para voltar. De preferência sempre.

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