este espaço pode ser meu

Sobre desafios morais do século xxi

Para um projecto que tenho em mãos, encontrei-me na missão de ter que selecionar cinco imagens de seres humanos, para inserir em determinada página. Se à partida parecia um exercício simples, rapidamente se desenvolveu na minha pessoa um caroço em forma de ansiedade.

Desde logo o número ímpar. Se ponho mais homens que mulheres, sou machista. Se ponho mais mulheres, sou feminista. 4+1 dá chatice na certa. E se escolher 5 do mesmo sexo sou uma besta.
Depois as raças (ainda se pode dizer raças?). Instintivamente fui buscar 5 brancos (ou caucasianos?… nunca sei). Semi-ataque de pânico! Mandei dois brancos embora e trouxe um homem negro (preto para os amigos, afro-americano para os vanguardistas) e uma mulher chinesa de classe média (asiática, pá!). Dei um chuto noutro branco (sendo eu branco, posso dar assim chutos noutros brancos que estejam mais à mão, ou parece mal?) e compus o cenário com um indiano, que não será propriamente raça, mas sim uma pessoa originária do país Índia. Para brancos escolhi uma mulher loura e um homem mais moreno, mas acabei por trocar para não ser acusado de querer fazer da mulher uma loura burra. Meti uma morena apenas ligeiramente bonita e um loiro com ar de queque. Para combater estereótipos escolhi dois gord… duas pessoas com excesso de peso. Uma mulher e um homem, claro. Para não ferir negros, indianos e asiáticos, ficou o casal branco com a gordura toda.
Enviei um esboço do trabalho para apreciação.

Está a ficar bem. Mas… eh pá… um louro gordo com ar de betinho??? Foda-se…

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